Virada do avesso de novo (o caminho é em rede, e não só)


Novamente, como sempre, deixei esse espaço aqui pegar poeira. Mas é que as coisas estão, mais uma vez, viradas do avesso.

Em um espaço de um mês e dois dias, comecei a dar aulas de Comunicação Cultural no Projeto Bastidores e a colaborar com a Comunicação do Centro de Inovação Arariboia Tecno. Realizamos um debate sobre Propriedade Intelectual em parceria com o AldeiaTech Niterói que foi marco fundamental para que essa conversa chegasse no ecossistema de inovação na cidade.
Eu estou aqui, ó: mediando a conversa:

https://www.youtube.com/watch?v=mYVDlgJixBs

Em outubro passado, no congresso da AoIR em Niterói, tietei dois pesquisadores, citei o trabalho deles na justificativa do projeto de pesquisa que apresentei para a UFF, porque claramente demonstrava um interesse crescente da academia no tema. De lá pra cá tenho estado totalmente envolvida com a pesquisa e conhecido mais gente que pesquisa Fediverso. Pois muito que bem: https://organica.social/@gui, https://aoir.social/@leofoletto e https://mastodon.nudecri.unicamp.br/@Damny me chamaram para apresentar um trabalho em conjunto no Simpósio LAVITS, que aconteceu agora em agosto.

Salão principal do fórum de cultura da UFRJ lotado; no telão, a arte do simpósio Lavits com a tagline "Tramando o presente".

Quando vi, estava em um grupo de pesquisa de mídias sociais alternativas movido por ativismo, curiosidade, amor e cuidado com o coletivo (afinal, estamos pesquisando mídias sociais de governança compartilhada, moderação coletiva, onde as pessoas estão por escolha, e não porque “tem que”). O Simpósio da Rede LAVITS foi movido a afetos e reflexões sobre presente, o futuro, humanos e não humanos, e nossa relação com tecnologias, e dá-lhe Bruno Latour e eu saí de lá com o coração bem quentinho e a certeza de que estou fazendo algo certo.

Longa vida ao https://mastodon.nudecri.unicamp.br/@GPEMISA .

Touring touring is never boring

Uma semana depois eu já estava Brasília dando uma palestra na UnB e apresentando minha pesquisa no Intercom Nacional, o maior congresso br de estudos em Comunicação.

Mulher branca cabelos grisalhos dando palestra sobre Fediverso. Telão exibe motivos para não confiar em redes sociais comerciais.



Ufa.

Esse ano ainda teve SeMiC, teve Alcar Sudeste, e o ano ainda não acabou.

O que vem depois?

Passei uns meses aí de perrengue, sabe? Algumas coisas ainda estão se ajeitando, mas (correndo o risco de soar toxicamente positiva, mas foda-se, o blog é meu) estou exatamente onde queria estar, que não é em nenhum ponto de chegada, mas no caminho – só que, desta vez, é um caminho que eu escolhi, e não “o que deu para fazer”.

Agora é continuar nessa estrada, não mais sozinha – mas em coletivos, associações, grupos de pesquisa, GTs, turmas, instâncias de governança compartilhada e federadas, equipes, produções coletivas, amizades, departamentos, parcerias e redes de afeto.

No mais, ninguém precisa postar com frequência em redes sociais comerciais, para trabalhar de graça para uma plataforma que vai socar anúncios e ofertas de assinatura nas pessoas que você gosta, além de usar seus dados profissionais para inteligência de mercado. Uma vez / semana está de bom tamanho.

Beijos e bom fim de semana, cuidem dos seus, desconectem de vez em quando.