Björk nunca errou.
Talvez tenha tomado algumas decisões questionáveis na vida, como ser humano que é, mas errar, errar mesmo, em público, nunquinha. Não que eu tenha visto.
Já assisti a três shows da islandesa no Brasil: no saudoso Free Jazz, naquela época louca em que cigarro patrocinava show pra se posicionar como marca de LIFESTYLE; no Metropolitan, longe pra burro; e o mais recente no Primavera SP em 2022, porque depois da pandemia eu estava com fogo no cu de festival de rock – até porque podia ser o último, né? Sou uma jovem idosa de 47 anos, tinha 45 na época. Sei lá quanto tempo minha lombar vai aguentar esses programas de jovem.
(Spoiler: em 2023 despenquei para SP de novo para ver show de rock. Em 2025 só vi show de banda de amigo aqui perto mesmo, mas encarei dois eventos desses de tecnologia, inovação e criatividade com 847 palestras ao mesmo tempo em andares diferentes, aquela loucura. Contador de passos do celular ficou até feliz. Pensando bem, aguento mais uns três festivais ainda, mas vou guardar a energia para quando D. crescer mais um pouco e eu tiver que levar para ver banda de K-Pop e afins)
Enfim — eu falava da Björk. A Björk um dia ouviu Milton Nascimento e se apaixonou, como acontece com qualquer um que ouve Milton Nascimento. Gravou “Travessia”, transformou Eumir Deodato em hype entre os jovens dos anos 1990, saiu em tudo o que é revista de chamego com Bituca, no que deve ser um dos melhores “awesome people hanging out together” da história.
Aqui, a história: https://rollingstone.com.br/sem-categoria/bjork-e-milton-nascimento-como-nasceu-a-inusitada-amizade-da-musica/
Aqui, a entrevista de Björk no Fantástico falando do quanto ela paga pau para a música brasileira:
Aqui, Travessia – com autor devidamente creditado:
Alô, Paz Lenchantin. É assim que se faz.
(você está acompanhando essa treta, não está? É plágio, bicho. Não tem como não ser)
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