Braguinha é um gênio.

VIVO. Ok? Aproveitem enquanto ele existe.

Ontem tive o prazer de dividir o mesmo espaço físico (o Odeon BR ali da Cinelândia) com o mestre. E com Isabelita dos Patins e Ruddy.

A Cinemateca do MAM está a perigo sério. Não há condições de manter todo o acervo, o pessoal das Artes Plásticas quer o espaço da reserva técnica, estão requisitando os donos dos materiais pra tirar tudo de lá e o que sobrar vai pra Cinemateca de SP.

Isso não se faz em lugar nenhum do mundo. Todo mundo sabe que acervos nunca devem ser concentrados num lugar só, vide o acervo da comunicação da USP que pegou fogo recentemente.

Enfim.

Estou triste, já estagiei (trabalho voluntário MESMO) na cinemateca e não gostaria de ver aquilo acabar.

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Ah, sim. O filme.

Alo. Alô. Carnaval! (1936), de Adhemar Gonzaga. Com ninguém menos que Oscarito, Carmem e Aurora Miranda, Mário Reis, Francisco Alves, Dircinha Baptista, Bando da Lua (foda. foda. foda. apaixonei). Da época em que os cantores de rádio começaram a invadir o cinema, e não sabiam muito bem o que fazer, pra onde olhar, como tinham que se produzir. O filme tem cenas antológicas das Irmãs Pagãs olhando pra vários lados ao mesmo tempo.. portas batendo e balançando o cenário todo.. o rodo do cassino é uma enxada.. as piadas são todas toscas.. por outro lado, os painéis são ‘arte anos 30’, um primor, e as ilustrações parecem ser do cara que fazia Reco-Reco, Bolão e Azeitona.. esqueci o nome.. as músicas são do Braguinha (se você tem entre 25 e 30 anos de idade, você cresceu ouvindo Braguinha naqueles disquinhos infantis).. só O FINO DO SAMBA, entendeu? Da época em que samba era bom, mesmo quando era ruim. Um marco na história do cinema brasileiro MESMO, já que foi a primeira vez que o playback foi usado, a primeira vez que se reunia um elenco estelar para um musical brasileiro, e a fórmula de ‘um fio de história que NÃO É PRETEXTO para os números musicais’ continua até hoje.

A cópia do filme foi primorosamente restaurada pelos caras da Labocine. O som está um primor, coisa que hoje não se consegue nem em produções atuais – tudo bem que a culpa geralmente é do equipamento das salas..

Bem, fica aqui a recomendação. Se você esbarrar com “Alô. Alô. Carnaval!” por aí, não resista. Entre e veja.

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Esse site português de notícias não é é A CARA do Blogger.com?

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Estou olhando para vários gibis do Ferdinando… morram de inveja!

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Você sabe que o rádio deve ser desligado quando toca Lulu Santos logo depois de Marina Lima.

Argh.

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Agora deixa eu reunir forças pra ver o Gerador Zero na Bunker!!!

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