Meu novo trabalho


Os amigos mais chegados já sabem, os leitores esporádicos ainda não, que há cerca de três meses não estou mais n’A Firma. Coisas de quem não é concursado, num departamento onde todos são.

O primeiro pensamento é o de “ferrou, como vou achar emprego agora, com essa economia retraída do jeito que está?”. Este pensamento não durou três frames, e já deu lugar a “opa, é a oportunidade que eu estava esperando para viver a minha vida nos MEUS termos”. E desde a minha conversa com minha (agora ex) chefe que sou muito agradecida pelas duas oportunidades que ela me deu: a de trabalhar com ela por esses quase dois anos, numa causa na qual acredito, e a de sair de lá. Porque eu amava o que fazia lá e acredito DE VERDADE no que A Firma faz. Mas alguma coisa na maneira como eu estava fazendo não estava legal. A iniciativa de sair não seria minha, por todas as questões que envolvem a segurança de ter um salário certo todo mês, e porque eu realmente gostava do que fazia.

Mas já que eu saí, que seja lindo a partir de agora. E tá sendo.

criatividade-na-crise

Não, não sou uma daquelas pessoas sortudas que saem do emprego com uma bolada de rescisão: saí com meio salário do mês seguinte. Tenho sorte do marido poder dividir as despesas da casa comigo, mas não é exatamente como se ele pudesse segurar a onda sozinho enquanto me estabeleço no mercado. Tenho que trabalhar bastante, ora bolas. E por isso mesmo, me considero sortuda por saber usar meus neurônios e por ter sido criada pelos meus pais.

Miss simpatia e comprometimento

Fui criada pra manter uma atitude positiva mesmo quando o barco está afundando (faz parte dessa criação SABER que o barco está afundando e, enquanto tenta motivar a tripulação, pensar um milhão de maneiras de salvar todo mundo – destas, pelo menos umas oito funcionam). A consequência natural disso foi a construção de boas relações de trabalho, e duas semanas depois já estava alocada como freelancer num projeto lindo, com gente incrível, pela empresa de duas amigas queridas, embarcando para o Recife (já voltei. Mas quero voltar lá :p ). E, como grande admiradora do trabalho delas, super topo prestar serviço pra elas por muito e muito tempo ainda. E pra quem mais estiver empenhado em educar, em promover direitos humanos, sustentabilidade, mobilidade urbana… tamo junto.

Seguro morreu de velho

Também dei sorte de aprender a PLANTAR para COLHER mais tarde. E meu tempo livre foi, por muito tempo, dedicado a pensar no que eu poderia fazer caso meu emprego um dia me faltasse. Aproveitei cada segundo na barca, no ônibus, na hora do almoço, de modo a não comprometer meu trabalho oficial.

Construí, assim, três negócios paralelos – dois deles vocês já têm acompanhado por aqui: aulas e vendas de bambolês e produtos Eudora (do Grupo Boticário). Esses garantem uma graninha imediata, porque trabalho com pronta entrega ou com produtos sob encomenda que não levam mais de uma semana para estar na minha mão (spoiler: estes dois negócios serão UNIFICADOS em breve, para algo bem maior e mais legal).

O outro é minha nova empresa de Assessoria em Comunicação e Cultura. Ladies and gentlemen, conheçam Lounge42:

http://lounge42.com/

Planejamento de comunicação
Assessoria em cultura e projetos
Gestão de conteúdo
Elaboração de materiais de treinamento e educação
Cursos in company de comunicação, cultura e tendências

logo2-cor

(tem fanpage no Facebook também! curte lá!)

Só não trago a pessoa amada em três dias. Mas ela vai ficar sabendo claramente das suas intenções. Ah, mas vai.

* * *

E se eu começar a postar aqui umas fotos de praia no meio do expediente, viagens e ryqueza, já sabe: não ganhei uma bolada pra investir no meu negócio, não consegui economizar mais de dois meses de salário – sou uma pessoa NORMAL, como você, que conseguiu, às custas de muito esforço, levantar um império (Tutatis me ouça!) de dentro do ônibus, da barca, ou de onde desse pra escrever.

* * *

– Se você ainda não descobriu suas paixões – aquelas que podem virar o seu plano B e, eventualmente, o seu plano A -, o livro “Paixão – modo de usar”, da Paula Abreu, pode ajudar (e é bem baratinho).

– Se você já descobriu mas continua dando a desculpa da falta de tempo, tem o outro livro da Paula, o “Escolha sua vida”, que é um grande trabalho pra ajudar a motivar você a correr atrás do que você deseja. Aqui você tem a versão impressa e aqui você tem o link para a versão e-book com livro de exercícios e audiobook.

– E se você apenas precisa de TEMPO, assine aqui minha newsletter que te aviso assim que publicar o post contando como gerencio meu escasso tempo. 🙂