Bambo-bambo-bam-bambolê!


Hooper Trooper

Primeiro vieram a nerdolândia toda falando do Wii Sports e os shows da Silvia Machete, a diva que roda bambolê, aperta um fino, canta e solta bolhas de sabão – tudo ao mesmo tempo, e faz tudo bem. Os informativos de fitness (qual é, passei dos trinta, posso assinar newsletters explicando como manter a forma, não posso?) falavam do hoopilates e do uso de bambolês mais pesados nessas academias de ginástica de meia hora para moças. Aí, já viu, né? Achei tendência e ADERI.

Certas coisas vêm de berço
Não se engane, leitor. Eu não sabia rodar bambolê até o ano passado.

Mas cadê que bambolê no tamanho ideal para adultos é fácil de achar?

Me senti novamente com 14 anos, quando só tinha esmaltes coloridos importados e eu fazia os meus com tinta de caneta estourada. Eu teria que fazer meu próprio bambolê!
Passei umas boas horas no hooping.org e procurando links de ecommerce que vendessem os aros de pvc para o meu tamanho – o tamanho adulto ideal é em torno de 90 centímetros, sabia? Por isso que você não consegue rodar aqueles bambolês da festinha de dois anos do seu primo: sua cintura está bem maior agora.

Achei foi um tutorial no bambambam.wordpress.com (excelente fonte de informações e curiosidades do mundo dos aros e, de quebra, achei a Mariana Bandarra, ex-vizinha de condomínio nos primórdios dos nossos blogs (no finado gardenal.org: eu, Lounge. Ela, Norma Propp) – Mariana promoveu o Dia Mundial do Bambolê em Porto Alegre, escreveu o Manifesto e mantém o BamBamBam atualizado pra gente se deliciar com notícias e vídeos. Ob-a!

Achei também a Verinha, gaúcha perdida no Rio de Janeiro, adepta do aro e das tardes bambolezando nos jardins do MAM – e fizemos nossos bambozillas de mais de um metro de diâmetro. Sente só:

Verinha e o Bambozilla
Verinha e o Bambozilla, que deve ser maior que ela! 🙂

Para quem quiser se aventurar, aqui tem umas fotos de como a gente FEZ os bambolês. Yeah.

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Pois. Achar um bambolê que viesse pronto foi difícil, mas não impossível. Na Nacif Esportes, que fica na rua Buenos Aires (centro do Rio), encontrei dois. A dica? Pedir um aro GRD (ginástica rítmica desportiva). Isso eles têm.

Agora tenho 4: o aro de pvc e outro menorzinho e mais pesado, de alumínio. Junto com o bambozilla (que é enorme) e um bambolê de criança, eles fazem um kit fitness perfeito para a pessoa que não frequenta academia.

O aro de pvc comum é leve e gira médio. É bom para iniciar e para treinar truques sem se machucar. Agora já consigo, por exemplo, passar o bambolê do pescoço para a cintura.

O aro de alumínio é bom para exercício, já que é pequeno (ou seja, gira rápido) e mais pesado, exigindo mais esforço e fazendo mais pressão na barriga. Dizem que ajuda a afinar a cintura. Veremos.

O de criança é para brincar nos braços, e o bambolê gigante, por girar mais devagar, é ótimo para iniciantes mesmo, tipo seu namorado, que além de iniciante não tinha o menor jeito pra coisa. Com o bambolê, você não rebola: você oscila. E com um bambolê maior e mais pesado, a oscilação é mínima. É relaxante, bom pra ficar horas conversando, a coluna vai ajeitando… delícia.

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O bambolê tem um baita potencial pra hype. Bambolê é tendência. Veja bem: você não precisa ter uma mega tv e um wii. Ele é portátil, é barato, é sociável. Você pode ter uma vida ao ar livre, ora bolas! Ele exercita músculos centrais, é gostoso, faz bem. Você pode fazer até em casa. Leia isso aqui, ó: http://bambambam.wordpress.com/bambembom/

Se isso ainda não te convenceu, tem essa história da moça que perdeu 46 libras, ou uns 23kg, bambolezndo todo dia de manhã, por uma hora mais ou menos, durante três meses (não é brincadeira: o bambolezinho de alumínio faz suar um bocado.

Se nem assim você se animou…


Golpe baixo

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E aí? Se animou? Eu me animei.