Coisas Pequenas Que Deixam a Gente Feliz

ou Animal – Feio, Forte e Formal

Ganhei uma coleção enorme de Circo, Animal, Chiclete com Banana, várias graphic novels e quadrinhos adultos da década de 80.. coisas maravilhosas (algumas nem tanto, ok) que eu lia quando era pequena mas não entendia nada.

Agora vou entender tudo, e gostar bem mais.

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O tempo passa

Era um programa sobre assuntos-relacionados-a-sexo do GNT – porque você sabe, esses canais de variedades não vão se arriscar com nada explícito. O formato me lembrou bastante o finado Eurotrash, enfim. Só consegui ver o primeiro bloco, quando a tevê é comunitária (estou curtindo um fim de semana família) você não tem o poder sobre o controle remoto, certo? Alguém tem, mas nunca é você (ok, depois de dizer que “Whose Line Is It Anyway” era foooodaaaa, sua credibilidade está seriamente abalada entre seus familiares).

Mas então ocorre que eles entrevistaram e promoveram o encontro entre seis dos maiores peitos das telas: os de Tura Satana, Haji e Kitten Natividad.

Porque Russ Meyer era chegado em grandes pares de peitos, né? Pares de peitos descomunais, eu diria. Dá um bizú nas fotos de seus filmes pra ver o que estou falando – isso na época pré-silicone-e-lipo, aquelas cinturinhas mínimas com aquelas MELANCIAS eram reais, entende? E, como o entendido em Russ Meyer entrevistado dizia, era uma celebração da feminilidade e do poder das mulheres de verdade. Não essas heroínas masculinizadas e meio militares de hoje. Inclusive meu nick já foi por muito tempo Tura Satana, que é uma das mulheres mais sexies do cinema.

E por que esse post?

Bem, primeiro pra falar “perdeu playboy” pra quem deu mole e não viu.

Saca o que vocês perderam:



Foi isso e muito mais.

Segundo que foi meio estranho ver a Tura Satana enoooooorme, ela que era a mulher mais gostosa da paróquia. Ok, era mais do que de se esperar que ela daria uma matrona maravilhosa, com aquela comissão de frente toda. Mas ela está estranha. Meio disforme. E não é por causa da idade.

Aí tem a Haji, né? Que está inteiraça. Mas com o rosto completamente desfigurado por causa de plásticas.

E tem a Kitten Natividad. Que ainda faz filmes pornôs.

Todas elas falam com nostalgia da época em que eram atrizes dos filmes de Russ Meyer (que, se no começo eram o máximo do provocativo E estiloso, no fim de sua carreira já eram escrachados, beirando o vulgar). Mas você nota que rola uma decadência que é meio triste. Afinal, as três mereciam fama, estrelato e reconhecimento, certo? Tem gente que por muito menos é idolatrada por aí.

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O disco de hoje é o “American Life”, da Madonna. Sou fã, não nego, não consigo não gostar.